5 coisas que você precisa saber sobre pressão arterial

1 – A pressão arterial aumenta com a idade

Há pessoas que talvez jamais tenham pressão alta. Mas, na maioria das vezes, a pressão sistólica, que é o número maior, começa a subir por volta dos 40 anos. A hipertensão arterial é definida como uma pressão sistêmica igual ou maior que 140/90 mmHg.

2 – A hipertensão arterial costuma ser assintomática.

Sua pressão pode estar em alta e a única maneira de saber disso será aferindo-a. Mas pode ser complicado obter uma leitura confiável. A pressão arterial pode variar de 30 a 40 pontos durante o dia, segundo a Dra. Oparil; em geral, ela cai à noite e sobe pela manhã. “A pressão arterial pode disparar até quando é aferida, um fenômeno conhecido como  “hipertensão do jaleco branco.” O melhor jeito de registrar a pressão é fazendo um exame de 24 horas, com aferições três a quatro vezes por hora durante o dia e de 30 em 30 minutos à noite.

3 – Cuidado com o número mais alto depois dos 50 anos

O número mais alto mede a pressão sistólica, que é a força despendida no momento em que o coração bombeia o sangue pelo corpo. O número mais baixo (pressão diastólica) mede a pressão entre os batimentos, quando o coração está em repouso. “O número mais alto é o que importa, porque a pressão sistólica é a força máxima assimilada por artérias e órgãos vitais a cada batimento”, explica a Dra. Sheila Sahni. “Quando sobe, a pressão pode prejudicar os rins, olhos, o cérebro e até o revestimento dos vasos sanguíneos.” A pressão diastólica costuma ter um pico por volta dos 55 anos e depois cai.

4 – Ainda não há consenso sobre a pressão ideal

Os pesquisadores ainda debatem sobre qual é a pressão arterial ideal para quem tem mais de 50 anos. Até recentemente, os melhores indícios mostravam que a pressão sistólica abaixo de 140 mm de mercúrio ou abaixo de 150 para quem tem mais 60 anos serial um bom alvo. Em setembro de 2015, novas descobertas do Estudo de Intervenção em Pressão Arterial Sistólica (SPRINT, na sigla em inglês) derrubaram essa orientação. No estudo randomizado com mais de 9.300 participantes cardiopatas ou com risco elevado de cardiopatia, dos quais quase 30% tinham 75 anos ou mais, os pesquisadores compararam um grupo de voluntários cujo alvo era reduzir agressividade a pressão sistólica para menos de 120 mmHg com outro grupo cujo alvo era uma pressão sistólica abaixo de 140 mmHg. Pessoas do primeiro grupo tiveram probabilidade 25% menor de sofrer um AVC ou ter uma doença cardiovascular durante os três anos da pesquisa.

5 – O nível ideal varia de pessoa para pessoa

As diretrizes oficiais são só orientações, não leis. Em pacientes com baixo risco cardiovascular, um valor sistólico mais alto pode ser aceitável. Isso também ocorre com alguns pacientes de alto risco que não toleram terapia agressiva por causa dos efeitos colaterais. É preciso ter cuidado com uma pessoa de 69 anos que toma quatro medicamentos para manter a pressão em 135 mmHg; talvez não valha a pena acrescentar mais um remédio. Pergunte ao médico o que é melhor pra você.