Como prevenir o câncer de mama em cadelas?

A doença é muito comum no mundo animal, mas a medicina veterinária evoluiu para diagnosticar e tratar rapidamente o seu pet.

A saúde é um dos principais cuidados dos donos de cães, e quem tem uma cadela em casa provavelmente deve se preocupar sobre a incidência de câncer de mama. A doença nem sempre é grave, porém, você deve conhecer o máximo possível sobre ela.

Esse é um dos principais tipos de tumores no mundo canino. O câncer de mama é mais comum nas cadelas dos que nas mulheres, logo, você já deve ter percebido que sua incidência é realmente alta!

Há duas ótimas notícias sobre esse assunto. A primeira é que nem todo tumor na região das mamas é maligno. A segunda é que há muitos profissionais cada vez mais especializados na oncologia canina, inclusive em estudos para prevenir e curar os animais atingidos pela doença.

Antes de começar a entender mais sobre esse câncer, é preciso saber que ele pode atingir também os machos, embora seja mais raro. Portanto, seja seu pet macho ou fêmea, se você notar anomalias na região das mamas, é preciso levá-lo a uma clínica veterinária.

 

Causas da doença

 

Assim como no caso dos humanos, as causas do câncer de mama nas cadelas já foram identificadas. Animais de todas as raças estão sujeitos. A maioria dos casos ocorre em fêmeas com mais de 6 anos de idade, enquanto que a incidência nos cães jovens é muito rara.

Para o surgimento do câncer, existe uma forte influência dos hormônios sexuais, principalmente quando a cadela é medicada com suplementação ou com anticoncepcionais.

A pseudociese canina, conhecida como gravidez psicológica, que é uma disfunção hormonal do hormônio progesterona, é um fator de risco. A pseudociese ocorre em cerca de 50% das fêmeas que não foram castradas.

Outro fator relacionado ao câncer de mama é o peso da cadela. Fêmeas que estiveram em dia com o peso em sua juventude têm menores chances de adoecerem, enquanto que as obesas antes dos dois anos e meio têm tumores com maior frequência. No entanto, o peso que a cadela tinha antes do tumor não influencia em seu surgimento.

 

Sintomas

 

Quanto antes o câncer for identificado melhores são as chances de recuperação, mas na maioria das vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está em um estágio avançado, pois os tumores podem ultrapassar os 15 centímetros de diâmetro.

O sintoma mais visível é a presença de caroços nas mamas ou entre elas, que você pode sentir ao pressionar delicadamente a região. Além disso, elas podem ficar inchadas, dilatar, doer e liberar secreções com odores desagradáveis.

É essencial ficar sempre atento aos sinais, além de fazer as visitas periódicas ao veterinário para um diagnóstico precoce.

 

Diagnóstico e tratamento

 

Como os sinais dos tumores só aparecem muito tarde, o diagnóstico para identificar se é câncer ou não é feito com exames clínicos na região mamária e com exames de citologia aspirativa do nódulo (basicamente, coletar uma amostra do interior do tumor).

Após a análise dos resultados, se o tumor maligno for confirmado, serão necessários novos exames como tomografia, ultrassom, radiografias e biópsia. O objetivo é descobrir qual é o estágio da doença e o melhor tratamento para o caso.

Para tratar, a primeira opção é a cirurgia para a retirada do tumor e da mama, junto com a castração (ou seja, retirada do útero). Dependendo do avanço da doença, é realizada a quimioterapia canina e prevenção contra a reincidência e metástase.

Os tumores malignos que geram metástases podem reduzir as chances de sobrevivência da cadela. Eles podem se espalhar para órgãos vitais e, caso isso ocorra, há pouco a se fazer exceto oferecer bem-estar para o animal doente e suporte emocional para o dono.

 

Prevenção

 

Como o aparecimento ou não dos tumores de mama já é determinado nos primeiros anos de vida do cão, infelizmente não existem muitas formas de evitar o aparecimento da doença.

A castração de cachorro antes do primeiro cio do animal é a melhor forma de diminuir a probabilidade. Cadelas castradas antes do primeiro cio apresentam 0,05% de chances de desenvolver a doença. Após esse período, as chances aumentam entre 8% e 25%.

A ingestão de anticoncepcionais e vacinas anti-cio, comuns antigamente, são desaconselháveis hoje em dia. Você não deve autorizar o uso desses medicamentos no seu animal de estimação!

Além disso, leve periodicamente o seu cão a uma clínica veterinária. O especialista será capaz de identificar qualquer problema de saúde no animal desde o início, proporcionando uma vida muito melhor para você e seu pet.

Allison Diogo

Futuro Administrador e produtor de conteúdo para o Youtube e afins.

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