[Conheça a história #2] Yugo Nakaba, o bebê que ficou morto por meia hora

        O pai preferiu esperar no carro e a mãe ficou em pé no corredor do hospital durante três horas em que o recém-nascido Yugo Nakaba Ferreira, hoje com 1 ano, permaneceu na sala de cirurgia. 

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         O bebê, que tinha 13 dias de vida, pesava pouco menos de um quilo e media 43 cm, ficou com o coração e o pulmão parados por meia hora para que a equipe médica pudesse ratar com mais precisão uma válvula cardíaca que estava infeccionada e prejudicava a circulação sanguínea. Durante uma hora e meia, seu sangue foi desviado para uma máquina que fez o papel dos órgãos em repouso, técnica conhecida como circulação extracorpórea.

          Yugo passou os primeiros dez dias na UTI da maternidade, quando foi diagnosticada endocardite infecciosa, infecção na parte interna do coração, que comprometeu uma das válvulas cardíacas do lado direito, responsável por direcionar o fluxo de sangue.

           Esse tipo de infecção é raro, mas muito grave, e em geral leva à indicação de cirurgia, pois dificilmente antibióticos conseguem combate-la. O problema ocorreu na maternidade onde Yugo nasceu. Por ser prematuro, ele recebia soro por meio de um cateter, que entrava em seu corpo pelo umbigo e ia até o coração. A contaminação do cateter ocasionou a infecção na parte interna do coração.

          

             

               Durante a cirurgia, foi retirada a parte infeccionada da válvula. A recuperação dependeria da capacidade de Yugo se adaptar à agressão da cirurgia e de o coração conseguir trabalhar com a nova anatomia da válvula.

            Yugo respondeu bem ao procedimento, mas, no segundo dia após a cirurgia, os médicos identificaram outra infecção no coração, agora no lado esquerdo. Por ainda estar muito debilitado, o menino não poderia passar por uma nova operação.

             “Era como se tivéssemos voltado à estaca zero. A chefe da UTI neonatal já veio falando para termos fé e rezar”, lembra a mãe, a bancária Tiyomi Nakaba, de 36 anos.

               Uma junta médica estudou o caso e decidiu usar diferentes tipos de antibiótico para combater o problema. A área infeccionada reduziu-se gradativamente durante um mês – foram três, no total, até Yugo receber alta. Durante o período, a família passava o dia com ele, mas tinha de ir embora à noite, já que ele ficava na UTI.

              “A alta foi muito esperada. Quando recebemos a notícia, no entanto, fiquei baqueada, porque no hospital o bebê estava sendo cuidado. Em casa ele dependeria só de mim e do meu marido”, diz Tiyomi.

              “Olho para ele e lembro quando estava na incubadora, e a gente não tinha expectativas de que sairia vivo. Milagres acontecem”, resume o pai.

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Allison Diogo

Futuro Administrador e produtor de conteúdo para o Youtube e afins.

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