Histórias de quem teve depressão

      Cerca de dez anos atrás, Hanna Lilius, 46 anos, secretária de pesquisas em Pirkanmaa, na Finlândia, começou a se sentir melancólica. Aos poucos, apareceram outros sintomas: chorava muito, esquecia as coisas, reagia com impaciência à família. E se sentia cansada o tempo todo. “Até pequenos problemas pareciam montanhas a superar”, recorda.

      Finalmente, a fadiga e os outros sintomas interferiram no trabalho e na vida doméstica. Quando, em 2013, o médico diagnosticou a depressão, ela se surpreendeu. “Eu não podia imaginar que cansaço era sintoma de depressão.”

      De lá até meados de 2014, Hanna consultou um psicólogo e um psiquiatra num programa ajustado à sua necessidade, e tirou licenças esporádicas do trabalho. Também passou a tomar antidepressivos.

      “Graças à medicação e ao tratamento profissional, voltei a trabalhar em novembro do ano passado”, conta ela. “Hoje me sinto muito melhor.”

      “A depressão é sempre um problema multifacetado, com sintomas variados”, diz o Dr. Seppo Hietanen, psiquiatra do Centro Médico Mehiläinen, em Helsinque. “A fadiga é um dos sintomas insidiosos da depressão. Felizmente, há tratamentos que podem ser ajustados a cada pessoa, e os pacientes conseguem voltar a trabalhar e levar uma vida normal.”

Fonte: Revista Seleções

Allison Diogo

Futuro Administrador e produtor de conteúdo para o Youtube e afins.

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