Quantos geradores são necessários para abastecer o Rock In Rio?

Conheça algumas curiosidades sobre a infraestrutura energética necessária para a realização de um grande festival de música

O Rock In Rio, festival musical nascido na década de 80 no Brasil, pode hoje ser considerado um dos maiores eventos do gênero no mundo. A primeira edição aconteceu em 1985, no Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas. O sucesso do evento o tornou icônico na década de 80 e fez com que novas edições fossem planejadas posteriormente até hoje.

Porém, levou um bom tempo até que elas acontecessem. As edições seguintes também foram realizadas no Rio de Janeiro, em 1991 e 2001. Depois da terceira edição, teve a início a fase de internacionalização do festival. A marca “Rock in Rio” deixou de ser uma referência apenas para festivais realizados na Cidade Maravilhosa e ganhou o mundo.

Rock In Rio fora do Rio de Janeiro?

Sim! Quando isso aconteceu, em 2004, muita gente estranhou, mas era o início da fase internacional do festival. Nos anos de 2004, 2006 e 2008 a cidade de Lisboa, em Portugal, recebeu três edições do Rock in Rio. O festival viria a ser realizado no Brasil novamente em 2011 e, desde então, Rio de Janeiro e Lisboa têm alternado edições.

Lisboa teve edições do Rock In Rio em 2012, 2014 e 2016; o Rio de Janeiro, edições em 2013, 2015 e mais uma está prevista para 2017. A expansão continuou ainda com edições em Madrid, na Espanha, em 2012, e Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2015. A cidade norte-americana, aliás, deve receber mais edições do festival nos próximos anos.

A energia de um festival

Agora que você já tem uma ideia que o Rock In Rio não é “apenas” o maior festival musical do Brasil, mas também um dos maiores do mundo, é hora de conhecer um pouco dos bastidores, o que acontece por trás dos grandes shows que você está acostumado a assistir. Você já parou para pensar na quantidade de energia necessária para que um evento desses aconteça?

Primeiramente, é preciso pensar na quantidade de pessoas envolvidas em uma estrutura como essa. Só de músicos são mais de 700 pessoas transitando pelo palco ao longo dos vários dias de evento. O público varia em cada edição, mas em média cerca de 200 mil pessoas, passam pelo local do evento todos os dias – são quase três Maracanãs lotados!

Para se ter uma ideia, a título de referência, o número de geradores em uma ocasião como essa pode passar dos 40. Juntos eles geram uma potência total de quase 10 mil KVA, totalizando 260,2 mil KW/h, uma quantidade de energia suficiente para abastecer 1.657 residências durante um mês. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Logística e infraestrutura: ponto-chave para o sucesso

Para o espectador que compra um ingresso para um show internacional, muitas vezes pode ficar difícil observar todos os itens que estão inseridos no valor que ele pagou. O planejamento começa muito tempo antes, quando os profissionais responsáveis pela organização definem a grade do evento e logística, ou seja, quais artistas vão se apresentar e como eles vão se deslocar com seus equipamentos dos seus países de origem para o Brasil.

O local que vai receber o evento precisa ainda de um plano completo. Todas as licenças necessárias, concedidas pelas prefeituras, Polícia Militar, Corpo de bombeiros, CET Rio e outros órgãos competentes, licença ambiental (aqui a empresa que loca os geradores precisa informar as quantidades de gases emitidos e ruídos que a máquina apresenta), as rotas de fuga em caso de emergência e a infraestrutura em si para as apresentações, como o palco, os camarotes e arquibancadas, se necessário for.

E não para por aí! Quem vai a um evento desse porte certamente vai querer ter acesso a algumas comodidades, como um local para estacionar o carro ou quiosques para fazer um lanche. Tudo isso também depende de energia elétrica para funcionar bem, de forma que devem estar previstas torres de iluminação e geradores de energia suficientes para que ninguém fique no escuro.

 

É hora do show!

Com toda a infraestrutura montada, enfim chega a hora do show. Esse é o ponto alto do consumo de energia, por uma série de razões. Não estamos falando apenas dos músicos tocando no palco e dos amplificadores e caixas de som necessários para que o som se propague em meio à multidão. Aqui, entram em cena também o sistema de iluminação e os telões, presentes em shows de grande porte.

Toda essa infraestrutura é ligada por centenas de metros de cabos até os geradores no Rio de Janeiro, que por sua vez precisam ser instalados em locais seguros e longe das plateias, para prevenir quaisquer acidentes. Além disso, é necessário disponibilizar energia extra para os shows, caso algum gerador falhe. Já pensou se um artista fica sem energia no palco justamente no meio do show? Certamente isso comprometeria todo o espetáculo, que tem uma agenda de horários a cumprir, e está até sujeito a multas, portanto é preciso prever qualquer possível imprevisto.

Orientação profissional

Existem geradores voltados para as mais diversas necessidades. Um pequeno evento realizado na praça de uma cidade requer uma infraestrutura energética muito menor do que um show de grandes proporções como o Rock In Rio. Por isso, antes de definir quais serão os geradores de energia usados em um evento, o ideal é consultar uma empresa de locação de geradores já na fase do planejamento.

A experiência profissional daqueles que trabalham na área é fundamental para que o organizador possa tomar a decisão correta, escolhendo a quantidade ideal de potência que deseja gerar. Por isso, não deixe que nenhuma dúvida paire sobre o seu projeto nesse quesito antes de fazer a contratação definitiva dos geradores.

Fonte: A Geradora

 

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